Credenciamento de convênios, reembolso e sistemas de gestão, auditoria de clínicas e Compliance serão temas abordados no Fórum SAHE Clínica

Para Anis Mitri, presidente do Fórum, a expectativa é trazer informações práticas e necessárias aos gestores das Clínicas e Consultórios Médicos

A South America Health Exibition – SAHE trará em sua edição de 2019 a terceira edição do SAHE Clínicas, desta vez sob o comando de Anis Ghattás Mitri Filho, diretor técnico coorporativo nacional no Instituto Nacional de Pesquisa e Gestão em Saúde.

Entre os temas que serão abordados estão credenciamento de convênios, reembolso e sistemas de gestão, auditoria de clínicas e compliance. Segundo Ghattás, estes são temas práticos e muito atuais que estão sendo cada vez mais exigidos para os gestores de clínicas.

“Também abordaremos a tendência de Verticalização dos serviços, cada vez mais adotadas pelas operadoras de saúde. Para quem pensa em empreender na área, abordaremos sobre o crescimento do modelo de Franquias para este ramo”, complementa Ghattás.

Confira abaixo entrevista completa com o executivo sobre os temas do SAHE Clínicas e também as expectativas para a SAHE 2019.

SAHE: Como você avalia a importância do Fórum do SAHE Clínicas na SAHE 2019?
Anis Mitri: No Brasil, são pouquíssimos os eventos que abordam os temas frequentes de clínicas e consultórios médicos. A maior parte dos materiais que temos sobre clínicas é o que vemos na imprensa. Não existem muitos cursos ou eventos que abordem temas como: credenciamento médico, reembolso, franquias de clínicas e sistemas de gestão. A complexidade de se gerir uma clínica ou um consultório é a mesma de se gerir um hospital, porém são assuntos habitualmente negligenciados,
pois a movimentação financeira é muito inferior do que a de um hospital, apesar de toda sua complexidade. O SAHE Clínicas chega para aproximar os gestores de clínicas ou quem quer empreender na área, de pessoas que trabalham com isso diariamente, nos mais diversos setores. É um evento
único no mercado de clínicas brasileiro.

SAHE:  Quais serão os principais temas que este fórum pretende levar para o público na SAHE 2019?
AM: O Fórum SAHE Clínicas trará temas que são de extrema importância para a realidade dos empreendedores que já atuam ou querem atuar neste ramo que tanto cresce. Serão abordados temas muito práticos como: credenciamento de convênios, reembolso e sistemas de gestão, bem como temas muito atuais e que estão sendo cada vez mais exigidos para os gestores como auditoria de clínicas e Compliance. Também abordaremos a tendência de Verticalização dos serviços, cada vez mais adotadas pelas operadoras de saúde. Para quem pensa em empreender na área, abordaremos sobre o crescimento do modelo de Franquias pra este ramo.

SAHE- O Sistema Integrado de Gestão tem várias vantagens, tais como : otimizar a gestão, auxiliar as instituições a atingirem seus objetivos, metas e estratégias. Você acredita que essa ferramenta é uma tendência nas organizações hospitalares já que garantem o controle e o monitoramento dos fluxos e procedimentos?
AM: Hoje é inaceitável que um hospital não possua sistema integrado de gestão. Existem inúmeras opções no mercado, que atendem as mais diversas realidades existentes. Porém, diferentemente dos hospitais, temos notado que pouquíssimas clínicas, mesmo aquelas que são vendidas em sistema de franquias, investem em sistemas de gestão. Isso interfere demais no desempenho da operação, pois é o sistema que facilita a elaboração e gerenciamento de indicadores que darão as informações necessárias para a gestão do negócio. Neste quesito é importante lembrar a velha máxima:
“quem não mede, não gere”.

SAHE: A criação de uma rede própria e rápida de atendimento em hospitais, laboratórios e clínicas, ou seja, a Gestão Verticalizada, garante a qualidade no atendimento do paciente? Uma vez que é verticalizada há uma maior segurança administrativa?
AM: A verticalização dos serviços de saúde, mais do que uma tendência, passou a ser uma necessidade de grande parte das Operadoras. Uma rápida observação da movimentação do mercado, vem mostrando que as operadoras que mais cresceram e se destacaram, são exatamente aquelas que investiram na Verticalização. Isso acontece pelo fato de que, com a verticalização, fica mais fácil, mais eficiente e mais barato gerenciar os recursos necessários para a prestação dos serviços. Desta maneira é mais fácil controlar desperdícios, evitar fraudes e gerir os serviços prestados, pois a Operadora deixa de ser apenas uma vendedora de planos, mas passa a ter controle sobre toda a operação. Em contra partida, é inevitável a perda de campo de atuação para as Clínicas Prestadoras de serviços para as operadoras, que precisam de certa forma se reinventar e oferecer serviços mais eficientes e baratos. Com relação à qualidade dos serviços oferecidos, existe uma curva de maturidade de gestão, que caminha juntamente com a curva de qualidade. Quanto mais se tem controle sobre a gestão, mais se pode investir e se dedicar a melhoria da qualidade dos serviços. Vale lembrar, que a prestação de serviços de saúde foi uma novidade que as operadoras tiveram que aprender para sobreviver em um mercado tão regulado e com estreita margem de lucratividade. Portanto, passada a fase de amadurecimento, a tendência é que só aumente.

SAHE: Você acredita que as Clínicas de Multiespecialidades é uma vantagem para o paciente? Esse modelo agiliza e facilita o tratamento dos pacientes?
AM: Este é um dos grandes paradoxos da medicina privada. Enquanto as clínicas multiespecialidades facilitam o diagnóstico e tratamento para os pacientes, além de serem práticas e mais seguras para os médicos, elas também aumentam os custos para operadoras, pois indiretamente “estimulam” o uso abusivo por parte dos pacientes, o que aumenta a sinistralidade. Além disso, nestas clínicas, é mais fácil ocorrerem fraudes, como o estímulo irrestrito à marcação de consultas em várias especialidades distintas, bem como a solicitação e realização de exames complementares que não seriam necessários naquele momento. Tanto é que muitas operadoras abominam o termo “Policlínicas”. Para combater e neutralizar estes problemas, é importante que se implantem práticas de auditoria e de compliance, da mesma forma que estão sendo implantadas em hospitais.
Para pacientes que não possuem convênio e não querem depender do SUS, as clínicas multiespecialidades surgem como um modelo extremamente prático, além de poderem oferecer um menor custo.

SAHE:Qual é a sua visão da Clínica do Amanhã? De que forma a medicina personalizada e as plataformas de relacionamento médico-pacientes estão inseridas nesse contexto?
AM: O consumo dos serviços de saúde vem mudando. Antes era centralizado no médico, ou na instituição prestadora. Hoje o paciente tem papel central, muitas vezes conduzindo a maior parte do seu tratamento. O médico passou a ser um assistente técnico do paciente, baseando o tratamento da forma que melhor o atenda. A tecnologia vem facilitando esta abordagem, pois o próprio paciente passa a ter controle de todas as informações, dados e desfechos de seu tratamento. As clínicas precisam se adaptar à isso, oferecendo muito mais do que atendimento in loco ou à domicilio. Precisam estar cientes que, se quiserem sobreviver no futuro, deverão fazer parte da rotina do paciente, mesmo que à distância.

SAHE: Quais são suas expectativas para o Fórum SAHE Clínicas 2019?
AM: Minha expectativa é que o SAHE Clínicas 2019 traga informações práticas e necessárias à qualquer gestor ou possível gestor de Clínicas de Saúde no Brasil. Serão abordados temas usuais, porém que não são facilmente encontrados em cursos ou eventos do setor.

 

SERVIÇO
Evento: SAHE Clínicas
Local: SAHE – South America Health Exhbition
Endereço: Centro de Eventos Pro Magno, em São Paulo
Data: 12 a 14 de março de 2019
Mais informações: (16) 3629-3010 – eventos@grupomidia.com

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