Hospital Integrado do Câncer Mater Dei faz investimentos no combate ao câncer de pulmão

Criado pela Organização Mundial da Saúde – OMS, o Dia Mundial sem Tabaco (31.05) alerta sobre as doenças e mortes evitáveis relacionadas ao tabagismo, que é o responsável por 63% dos óbitos relacionados às doenças crônicas não transmissíveis.

O tabagismo também está entre as principais causas de diversas doenças oncológicas como o câncer de pulmão, esôfago e bexiga entre outros, além de ser associado às doenças cardiovasculares. Dados do Instituto Nacional do Câncer – Inca indicam que em 90% dos casos diagnosticados, o câncer de pulmão está associado ao consumo de derivados de tabaco, além de ser o mais comum de todos os tumores malignos, apresentando aumento de 2% por ano na sua incidência mundial. A última estimativa apontou incidência de 1,82 milhão de casos novos de câncer de pulmão no mundo, para o ano de 2012, sendo 1,24 milhão em homens e 583 mil em mulheres, segundo o Inca.

O Hospital Integrado do Câncer Mater Dei conta com equipe multidisciplinar e tecnologia de ponta para diagnóstico, tratamento medicamentoso e cirúrgico para pacientes com câncer de pulmão. “Não existem dúvidas de que o câncer de pulmão é melhor tratado por equipe multidisciplinar e integrada. Dessa forma, a partir de reuniões e discussões do caso podemos traçar qual melhor tratamento e programar a melhor forma de acompanhamento. Um diagnóstico precoce da doença é fundamental para o tratamento bem-sucedido e cura”, fala o médico e cirurgião torácico da Rede Mater Dei de Saúde, Daniel Bonomi.

O cirurgião esclarece que quando o câncer de pulmão apresenta sintomas, muitas das vezes, já é uma doença localmente avançada e, portanto, com tratamento um pouco mais complexo. “Sintomas como tosse persistente, hemoptise (expectoração com raias de sangue), dor torácica dispneia (falta de ar) e perda ponderal são sintomas que levantam a suspeita de doenças do pulmão, entre elas, o câncer. De certo, a melhor forma de diagnóstico para a doença seria o achado ocasional de um nódulo pulmonar (ou lesão pulmonar), atualmente, a literatura tem comentado sobre a importância do rastreamento do câncer de pulmão com tomografia de tórax com baixa dosagem de radiação nos tabagistas com mais de 55 anos de idade”, explica.

Daniel Bonomi conta que “o primeiro passo importante é fazer o estadiamento da lesão, ou seja, estudar os diversos órgãos do corpo no intuito de detectar se está somente no pulmão ou se houve metástase. Para isso, exames como o PET-CT e a Ressonância Nuclear Magnética do encéfalo têm participação primordial, capazes de definir qual a melhor forma de tratamento para o paciente De forma resumida, quando a doença está restrita ao pulmão o melhor tratamento é a cirurgia que pode ou não estar associada à quimioterapia (dependendo do estadiamento definitivo após a cirurgia – estadiamento cirúrgico)”.

O PET-CT é o que há de mais moderno na Medicina Nuclear para diagnóstico e monitoramento de tratamentos oncológicos. O equipamento realiza a avaliação do corpo em toda a sua extensão para diagnosticar, monitorar e controlar a efetividade dos tratamentos oncológicos, com alta qualidade de imagem, baixas dose de radiação e detecção precoce de lesões primárias e metástases. A inovação ainda mostra a ação da quimioterapia e radioterapia no organismo, evitando que o paciente se submeta a mais sessões que o necessário, ou cirurgia desnecessária. O Mater Dei Medicina Diagnóstica também conta com a melhor Ressonância Nuclear Magnética da atualidade, com 3.0 Teslas. A Ressonância é, ainda, muito utilizada para a identificação precoce de tumores e vem revolucionando técnicas funcionais não invasivas para a identificação e quantificação de doenças neoplásticas, metabólicas e inflamatórias.

De acordo com o médico “a cirurgia no estádio inicial da doença é capaz de curar o paciente em cerca de 80% dos casos. Se a doença está um pouco mais avançada, podemos usar a radioterapia associada à quimioterapia com ou sem o auxílio da cirurgia. Já na doença disseminada, de uma forma geral, o único tratamento a ser oferecido é a quimioterapia”, explica Daniel Bonomi. No entanto, um grande avanço é o estudo aprofundado da biopsia com identificação de alterações genéticas do tumor. O médico explica que “este estudo possibilita o uso de terapia alvo para essas mutações, com resultados otimistas e sobrevida aumentada nos casos de doença avançada”.

A medicina pulmonar é uma área de grande avanço técnico científico. O câncer de pulmão tem sido tratado, cada vez mais, com procedimentos minimamente invasivos com operações de alta complexidade realizadas por videotoracoscopia e ou cirurgia robótica. Métodos que também garantem mais segurança para o cirurgião e o paciente “Essas técnicas trazem benefícios grandes aos pacientes, porque a recuperação da cirurgia é menos dolorosa permitindo, inclusive, o tratamento de idosos com mais de 70 anos de idade”, conta o cirurgião.

“O ideal é se evitar o câncer com atitudes como o fim do tabagismo e adoção de medidas mais saudáveis para o seu corpo, além de consultas médicas regulares e participação em programas de check-up oncológico, como já existe no Mater Dei”, finaliza Daniel.

Crédito: Saúde Online – Grupo Mídia

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